
Todas as árvores produzem oxigênio por fotossíntese, mas a quantidade varia de acordo com a superfície foliar, a velocidade de crescimento e as condições de cultivo. Comparar as espécies entre si pressupõe raciocinar em condições equivalentes: solo, insolação, idade da planta. Esta classificação considera sete espécies adaptadas a um jardim particular na França, cruzando sua capacidade de produção de oxigênio com sua facilidade de plantio em casa.
1. Paulownia tomentosa

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A paulownia, às vezes chamada de árvore imperial, é a que mais frequentemente é mencionada quando se fala de árvores que geram mais oxigênio em um contexto residencial. Seu crescimento está entre os mais rápidos de todas as espécies cultivadas em clima temperado, o que se traduz em uma fotossíntese particularmente ativa desde os primeiros anos.
Suas folhas caducas, muito largas, oferecem uma superfície foliar claramente superior à de uma árvore de folha caduca clássica. Originária da Ásia, suporta bem o frio, tolera a poluição urbana e aprecia solos ricos em húmus com exposição ao sol pleno. Seus cachos de flores violetas com perfume de violeta atraem abelhas, o que a torna também uma aliada para a biodiversidade.
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Por outro lado, seu crescimento vigoroso implica em um rápido emaranhamento. Preveja um local desobstruído, longe de tubulações e fundações.
2. Carvalho-pedunculado

O carvalho é um pilar das florestas francesas e uma das espécies mais eficazes em termos de produção de oxigênio a longo prazo. Sua longevidade excepcional e seu dossel denso permitem acumular uma biomassa foliar considerável ao longo das décadas.
Um carvalho maduro absorve mais carbono do que uma árvore jovem de crescimento rápido, o que o torna um investimento a longo prazo. O carvalho-pedunculado se adapta à maioria dos solos franceses, incluindo solos argilosos, desde que haja espaço suficiente para suas raízes.
A contrapartida: seu crescimento lento. Nos primeiros anos, sua produção de oxigênio permanece modesta em comparação com a da paulownia. É uma escolha pertinente para quem pensa em seu jardim em uma escala de várias gerações.
3. Bordo-campestre

O bordo-campestre combina uma folhagem densa e um tamanho controlável para um jardim de tamanho médio. Ao contrário do bordo do Japão, frequentemente ornamental e de pequena envergadura, o bordo-campestre desenvolve um dossel suficientemente amplo para gerar uma fotossíntese significativa.
Ele tolera a maioria dos solos, incluindo calcários, e resiste bem à seca uma vez estabelecido. Sua adaptação ao clima francês o torna uma espécie versátil para jardins do norte e do sul. Além disso, cria um microclima fresco sob sua copa, o que o torna duplamente útil em episódios de calor.
4. Tília de grandes folhas

A tília é uma árvore clássica dos parques e jardins europeus, apreciada tanto por sua sombra quanto por suas propriedades. Suas grandes folhas em forma de coração oferecem uma superfície de fotossíntese elevada, e sua floração melífera reforça seu interesse ecológico.
A tília produz oxigênio de forma contínua durante toda a estação vegetativa, de maio a outubro. Ela aprecia solos profundos e frescos, mas se adapta a condições variadas. Seu enraizamento é profundo, o que limita os conflitos com as infraestruturas vizinhas.
Vale notar: o melado secretado pelos pulgões da tília pode sujar os veículos estacionados embaixo. Um detalhe a ser considerado ao escolher o local.
5. Álamo

O álamo é a árvore de crescimento rápido por excelência na França. Pode atingir cerca de trinta metros, o que lhe confere uma biomassa foliar importante em poucos anos. Esse crescimento se traduz mecanicamente em uma produção de oxigênio rápida desde o plantio.
Seu principal trunfo para uso residencial é sua capacidade de formar rapidamente uma cerca alta ou uma tela vegetal. Por outro lado, suas raízes superficiais e invasivas representam um verdadeiro problema de proximidade com edifícios, calçadas e tubulações.
- Evite plantar um álamo a menos de quinze metros de uma construção ou de uma rede enterrada
- Prefira variedades sem pelúcia (o algodão dos álamos fêmeas é alergênico e invasivo)
- Preveja uma poda regular, pois a duração de vida dessa árvore permanece moderada
6. Micocoulier de Provence

O micocoulier é uma espécie menos conhecida do grande público, mas cada vez mais recomendada por paisagistas para jardins em clima quente. Sua folhagem densa e sua resistência à seca fazem dele um excelente produtor de oxigênio nas regiões mediterrâneas, onde outras espécies sofrem.
Ele forma uma árvore de sombra eficaz que refresca concretamente o ar ao redor da casa. Plantado ao sul ou sudoeste da habitação, reduz a temperatura percebida sob sua copa em vários graus durante episódios de calor intenso.
Seu porte espalhado e seu crescimento moderado o tornam compatível com jardins de tamanho razoável. Suas raízes são menos agressivas do que as do álamo, o que simplifica a escolha do local.
7. Févier da América

O févier (Gleditsia triacanthos) é uma árvore com folhagem finamente recortada que deixa filtrar uma luz suave. Menos densa do que a tília ou o carvalho, oferece, no entanto, uma fotossíntese ativa graças às suas numerosas folíolos e seu crescimento sustentado.
Seu principal trunfo para um jardim: não cria uma sombra muito opaca, o que permite manter um gramado ou plantas baixas ao seu pé. Ele tolera solos pobres, poluição e episódios de seca, o que explica sua presença crescente em arranjos urbanos e periurbanos.
- Escolha uma variedade inerme (sem espinhos), adaptada para uso residencial
- O févier fixa o nitrogênio no solo, o que enriquece naturalmente a terra ao redor
- Seu contorno leve é adequado para pequenos jardins onde uma árvore maciça criaria sombra demais
A produção de oxigênio de uma árvore depende tanto da espécie quanto de sua idade, estado de saúde e condições locais. Plantar um único exemplar adaptado ao seu solo e clima continua sendo mais eficaz do que multiplicar as espécies mal posicionadas. O bom local, ao sul ou sudoeste da casa, maximiza tanto a fotossíntese quanto o conforto térmico do jardim.